Dr. Fayez Bahamad Jr

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Orientações de Saúde

 

 

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Orelha - Saúde Auditiva

Apesar de ser uma prática bastante difundida, a utilizaçao do cotonete para limpeza dos ouvidos nao deve ser realizada, pois acaba empurrando a cera para dentro do conduto auditivo, o que pode levar a perda da audiçao e dor. Para limpeza adequada dos ouvidos utilize apenas a ponta da toalha logo após o banho e nunca introduza objetos pontiagudos (chaves, grampos de cabelo) nas orelhas. Esses objetos podem causar também pequenos ferimentos no conduto auditivo externo, infecçoes ou até rompimento da membrana do tímpano. Nao os utilize nem mesmo para coçar o conduto auditivo.

Um cuidado muito importante é em relaçao ao som. Evite ficar próximo de fontes de som alto, por exemplo, trios elétricos, sirenes, queima de fogos, caixas de som em shows, pois podem causar perdas auditivas irreversíveis.

- Evite o uso de fones de ouvido, porque podem desenvolver perdas auditivas ou piorar alguma doença já existente.
- Caso esteja em contanto freqüente a ruídos intensos, realize periodicamente o exame de audiometria (exame que mede a capacidade auditiva) e se possível utilize protetores auriculares.
- Dor de ouvido é uma queixa muito comum no inverno. Nesses casos a primeira coisa a se fazer é a utilizaçao de compressas quentes. Caso o sintoma persista, procure um médico para avaliaçao mais detalhada.
- Nao usar soluçoes e nem remédios caseiros na orelha, por exemplo, óleos, cera de vela ou qualquer outra substância.
- Nao fazer lavagens na orelha sem a indicaçao e orientaçao médica.
- Caso haja infecçao ou perfuraçao do tímpano, nao molhar a orelha em hipótese alguma.
- Redobrar o cuidado com as crianças, em se tratando de objetos pequenos, peças de brinquedos, entre outros, pois elas facilmente os colocam na orelha, nariz ou boca.
- Fique atento e repare se você tem a oclusao (fechamento) imperfeito das arcadas dentárias, porque isso pode provocar dores na orelha e até problemas na articulaçao tempo-mandibular (ATM).
- Evite pingar medicamentos sem orientaçao do seu médico.
- Ao primeiro sinal de dificuldade auditiva, dor ou incômodo, procure seu médico de confiança.
- O barulho no ouvido, também chamado de zumbido, é uma das queixas mais comuns, principalmente em idosos. E pode ser um indicativo de perda da audiçao. Na ocorrência desse sintoma procure um médico para avaliaçao especializada.

 

 

AUDIÇAO DA CRIANÇA (DICAS PARA OS PAIS)

- Converse com o seu filho ainda que ele seja um bebê, isso o estimulará a usar os lábios e a língua;
- Cumprimente-o sempre que o vir e chame-o sempre pelo nome;
- Cante para ele dormir;
- Quando estiver dando banho, trocando as fraldas ou alimentando-o sempre diga o que está fazendo;
- Leia e conte história para ele, estimula a inteligência e a criatividade. Mostre a ele as ilustraçoes do livro infantil que está lendo ou utilize pequenos fantoches.
- Atraso no desenvolvimento da linguagem, desatençao e mau desempenho escolar podem ser indicativos de problemas auditivos.

PROTESE AUDITIVA

- Examine se a marca que está sendo vendida é confiável e se o produto é registrado no Ministério da Saúde.
- Analise se a empresa onde está comprando a prótese é de confiança, porque muitos prejuízos decorrem da falta de idoneidade da empresa. É bastante importante prestar atençao nesse detalhe, pois isso assegurará que caso a prótese tenha algum defeito você terá a assistência técnica devida.
- Peça informaçoes sobre a garantia da prótese, quais sao os itens cobertos por ela, tempo de garantia, etc. Sempre leia o certificado de garantia. 
- Nunca deixe sua prótese entrar em contato com a água, suor ou qualquer tipo de umidade e lembre-se de tirá-la para tomar banho, ir à piscina, mar, etc.
- Sempre tome muito cuidado para que a prótese nao caia no chao.
- Nao se deve deixá-las exposta ao sol ou temperaturas altas.
- Lembre-se sempre de tirar a prótese para dormir. Desligue-a e retire as pilhas para evitar desgastes.
- Limpe diariamente a sua prótese com lenço de papel ou pano seco. Nunca use álcool ou outros produtos de limpeza.
- Observe a maneira como você escuta usando a prótese em diferentes situaçoes: em casa, assistindo televisao, na igreja, na escola, etc. Lembre-se que essas informaçoes serao muito importantes para que a aparelho auditivo seja regulado da maneira que mais o ajude.
- Quando nao estiver usando a prótese, guarde-a na caixinha e deixe fora do alcance de crianças e animais domésticos,
- Leve a sua prótese onde você a comprou uma vez ao ano para uma revisao geral e limpeza.
- Em caso de dúvida, entre em contato com o médico que indicou a prótese e siga as instruçoes que ele recomendar.

 

 

Nariz – Perda de Olfato

Para que serve o Olfato ?

O Olfato é um dos mais importantes Sentidos do Ser Humano.

 

Por intermédio dele é que percebemos os aromas e os cheiros, tanto os naturais como os das flores e das frutas, como aqueles produzidos pelo Homem, tais como o perfume e os alimentos. Desta forma, o Olfato torna nossa vida mais agradável.
 
 
Entretanto, talvez, a principal funçao do Olfato seja a de proteçao.

Alimentos estragados, gases tóxicos, produtos venenosos e poluiçao nos trazem sensaçoes desagradáveis e acionam nosso reflexo de fuga ou rejeiçao. Assim, o Olfato no aproxima de sensaçoes que apreciamos e nos afasta dos perigos à saúde.

Existe relaçao entre Paladar e Olfato ?

Inicialmente vamos diferenciar Paladar e Gosto. Existem 4 gostos básicos: Salgado, Doce, Amargo e Azedo. O Paladar é uma sensaçao que mistura o gosto com o cheiro. Por exemplo: imagine-se comendo um chocolate. Este alimento nos estimula tanto a parte olfatória quanto gustativa.

Agora tente comer o mesmo chocolate com o nariz totalmente tampado. Certamente o paladar nao será o mesmo, apesar do gosto nao ter mudado.

Qual o problema de ficar sem Olfato ?

Como vimos anteriormente, o Olfato é importante para nossa proteçao e, sem ele, corremos o risco de ingerir alimentos estragados ou inalar gases tóxicos, fumaça, poluiçao ou venenos voláteis. Da mesma forma, podemos exagerar nos temperos, acrescentando muito sal ou muito açúcar na comida, podendo comprometer a saúde, principalmente dos diabéticos e hipertensos.

Quais sao as causas mais comuns de Perda de Olfato ?

Vamos dividir didaticamente em 4 causas principais, segundo o diagnóstico topográfico de cada lesao:

  1. O problema está nas fossas nasais, levando à dificuldade de estimular o epitélio olfatório. O ar nao chega ao local onde estao os receptores por alguma obstruçao no caminho. Ocorre principalmente nos casos de desvio de septo nasal e Hipertrofia de Vegetaçoes Adenoideanas, Rinite Alérgica, Sinusites, Pólipos Nasais, Inflamaçoes do Nariz, Gripes e Resfriados e geralmente sao transitórios.

 

  1. O problema está no epitélio Olfatório, onde existem células que transformam os aromas e cheiros em estímulos nervosos. Pode ocorrer lesao do epitélio olfatório após uma inflamaçao, por tabagismo, inalaçao de substâncias químicas, falta de ingestao de Vitamina B12 e Zinco. Há quem acredite que haja uma perda natural pela idade. Este grupo é mais difícil de tratar e muitas vezes nao é possível recuperar o olfato.

 

  1. O problema está no nervo olfatório. O Ar chega até o epitélio olfatório, estimula os terminais nervosos, mas o nervo nao envia as mensagens até o cérebro. Pode ocorrer por tumores do próprio nervo, por compressao deste nervo por outras estruturas (ou tumores de outras estruturas vizinhas) ou processos degenerativos do nervo.
  1. O problema está no cérebro que nao consegue interpretar os sinais do nervo. Pode ocorrer nas Doenças de Parkinson e no Mal de Alzheimer.

 

Como se faz o diagnóstico ?

Inicialmente procurando um médico Otorrinolaringologista para que possa se feito um bom exame das fossas nasais em consultório. Pode ser que seja necessário fazer uma Nasofibroscopia (espécie de "endoscopia"  do nariz) onde o médico ira tentar ver se há alguma obstruçao na passagem do ar. Outros exames podem ser necessários, tais como uma Tomografia Computadorizada ou uma Ressonância Nuclear Magnética para visualizar melhor as estruturas do nariz.

Como é feito o tratamento ?

Todo tratamento depende de um diagnóstico. Nao existe uma tratamento que sirva para todos os casos. Algumas vezes o tratamento pode ser à base de medicamentos ingeridos, outras vezes, alguns sprays nasais ou ainda cirurgias podem ser necessárias.

Como eu faço para saber qual é o melhor tratamento para o meu caso ?

Procure um médico Otorrinolaringologista.

 

Nariz – Desvio de Septo Nasal

Normalmente, o septo nasal (a estrutura que divide o nariz) é reto, mas pode estar torto (desviado) devido a defeitos congênitos ou a lesoes. O desvio de septo, o qual é bastante comum, geralmente nao causa sintomas nem exige tratamento.



Contudo, algumas vezes, o desvio de septo obstrui o nariz, tornando o indivíduo propenso a apresentar sinusites (inflamaçao dos seios da face), sobretudo quando o desvio de septo obstrui a drenagem de um seio na cavidade nasal.



Além disso, o desvio de septo torna o indivíduo propenso a apresentar sangramentos nasais porque o fluxo de ar excessivo através do lado nao obstruído provoca ressecamento da membrana mucosa. Um desvio de septo que causa problemas deve ser reparado cirurgicamente.

Quais sao as causas mais comuns de desvio de septo nasal ?

 Congênitos (presentes ao nascimento ou com esta predisposiçao)
 Adquiridos (em geral, após traumatismo nasal)

O que é a septoplastia ?

É uma cirurgia de correçao do desvio de septo nasal. Esta cirurgia pode ser única ou combinada com outros tipos de cirurgia, para corrigir outros tipos de problemas nasais (turbinectomias, rinoplastias, sinusectomias).

Qual o problema de ficar com o Desvio de Septo ?

Dependendo do caso, pode haver dificuldade para respirar pelos dois lados do nariz ou de um só. Isto pode predispor a sinusites, respiraçao bucal, cansaço, dificuldade para dormir bem, roncos e babaçao noturna.

Como é a cirurgia ?

A Septoplastia é realizada em Hospital, sob anestesia geral e demora cerca de 1 hora, se for única. Nao costumo fazer com anestesia local, pois pode ser extremamente incômodo além de levar a algum risco de sangramento, no entanto, há quem faça desta maneira. Nao costuma vir acompanhada de dor no pós-operatório e nao deixa nenhuma cicatriz externa. Normalmente o cirurgiao deixa uns 2 ou 3 pontos dentro do nariz que sao absorvíveis (nao precisam ser retirados).
 

Tenho que ficar internado ?

Dependendo da sua evoluçao após a cirurgia e da rotina do Cirurgiao, você pode receber alta hospitalar no mesmo dia ou no dia seguinte.

É verdade que os olhos ficam arroxeados e o rosto fica inchado?

Na septoplastia simples, habitualmente isto nao ocorre. Estes sinais aparecem, em geral, quando o paciente é submetido a cirurgia plástica nasal (rinoplastia)

É possível fazer uma cirurgia plástica nasal (rinoplastia) junto com a septoplastia ? O Sr. faz este tipo de cirurgia ?

É possível, mas cada caso tem que ser avaliado minuciosamente. Em alguns casos é melhor fazer a septoplastia antes da rinoplastia. Caso seja necessário ou o paciente desejar fazer uma cirurgia plástica na mesma cirurgia, será chamado um cirurgiao com experiência em estética nasal da minha equipe e da minha confiança para operarmos juntos.

O que sao "complicaçoes de uma cirurgia" ?

"Complicaçao" é o termo utilizado para designar uma evoluçao pós-operatória desagradável, mas nem por isto inesperada. Dentro deste termo amplo e genérico estao vários fatores imensuráveis, tais como o tipo de cicatrizaçao do paciente e tendências genéticas a reaçoes físicas ou psíquicas próprias do paciente.

Quais sao as complicaçoes mais comuns da Septoplastia?

 infecçao
 sangramento nasal
 perfuraçao de septo nasal
 retorno do desvio à sua posiçao original pré-operatória
 diminuiçao do olfato
 problemas relacionados à anestesia

Atualmente, estes problemas sao muito raros pois o uso de antibióticos profiláticos e cautério nasal previne estas complicaçoes cirúrgicas.

Desvios cartilaginosos podem voltar a se formar MESMO APOS uma cirurgia muito bem feita. Isto depende da capacidade de "memória" das fibras elásticas e da cartilagem que tendem a cicatrizar da maneira que se encontravam antes da cirurgia.

A diminuiçao ou perda de olfato também é possível após qualquer cirurgia nasal, apesar de extremamente rara. A anestesia geral evoluiu muito nos últimos anos e, hoje, é bem segura.

Crianças podem ser operadas ?

Sim, porém mais cuidadosamente e economicamente, pois o nariz ainda está crescendo para tomar a sua forma definitiva.

O que sao Splints?

Sao pequenas estruturas plástica, em geral, feitas de silicone, colocados durante a cirurgia, paralelamente ao septo, para ajudar na sua sustentaçao e fixaçao. Em geral, nao incomodam. Habitualmente ficam no nariz entre 2 e 5 dias, para depois serem retirados no consultório. Alguns médicos costumam deixar mais alguns dias.


E o tampao nasal? É necessário ? Pra que serve ?

Normalmente, é necessário "descolar" a mucosa nasal do septo para corrigir seus desvios. Atualmente existem técnicas onde nao é mais necessário o uso de tampao nasal. Nao tenho utilizado tampao nasal nos últimos 7 anos. Para "colar" a mucosa novamente pode-se lançar mao da cola biológica e do splint nasal.

Apesar de ter um custo relativamente elevado, o benefício tem sido grande. Os planos de saúde, em sua maioria, cobrem este custo. O tampao ou a cola ou o splint servem para sustentar o septo e garantir que a mucosa nasal "cole" nele novamente.

Normalmente, quem nao respira bem pelo nariz nao se incomoda muito em ficar mais um dia com o nariz tampado por causa do tamponamento. O tampao também coíbe sangramentos. Dependendo do cirurgiao, fica de 12 a 72 horas. Nao há certo ou errado em se seguir uma técnica ou outra. É sempre melhor fazer com aquela que o cirurgiao esteja mais acostumado.

Dói muito depois ?

Normalmente nao dói quase nada, a menos que se bata o nariz, mesmo que seja de leve.

E o que é importante no pós-operatório?

Os cuidados pós-operatórios sao tao ou mais importantes que a cirurgia em si. É recomendável tomar uma medicaçao antibiótica para evitar infecçao. É importante lavar o nariz por dentro, para nao formar crostas e evitar aderências (sinéquias) e retornar sempre que o seu médico recomendar.

É possível o Septo voltar a se desviar após a cirurgia?

Sim, principalmente na porçao cartilaginosa. Geneticamente, existe uma tendência do septo voltar à posiçao original de antes da cirurgia. Tenta-se, por intermédio de técnicas delicadas, fazer com que o septo se "esqueça" de sua situaçao anterior, mas nem sempre isto é possível.

Este procedimento deve sempre ser realizado por medico otorrinolaringologista devidamente treinado para isso.

 

 

Nariz – Fratura Nasal

Os ossos do nariz quebram (fraturam) mais freqüentemente que os demais ossos na face. Quando isto ocorre, a membrana mucosa que reveste o nariz comumente é lacerada, acarretando sangramento nasal.

Como a membrana mucosa e outros tecidos moles inflamam rapidamente, o diagnóstico da fratura pode ser difícil. Mais comumente, a ponte nasal é deslocada para um lado e os ossos nasais o sao para o outro lado.

Quando ocorre acúmulo de sangue cartilagem do septo nasal (a estrutura que divide o nariz), ela poderá tornar-se infectada e morrer, produzindo uma deformidade em sela, na qual a ponte nasal afunda no meio.

Diagnóstico e Tratamento

Um indivíduo com sangramento e dor nasal após um traumatismo fechado pode apresentar uma fratura de nariz. Comumente, o médico diagnostica uma fratura de nariz através da palpaçao delicada da ponte nasal, buscando irregularidades de forma, movimentos ósseos incomuns, a sensacao dos ossos fraturados que se movem um contra outro e dor.

O diagnóstico é confirmado através de Tomografia ou radiografias.

Quando é diagnosticada uma fratura de nariz, os adultos comumente sao submetidos a uma anestesia local e as crianças a uma anestesia geral. A seguir, o sangue acumulado no septo é drenado para evitar a infecçao e a destruiçao da cartilagem. Após o nariz ser colocado em sua posiçao normal, ele é estabilizado com tampoes de gaze no interior do nariz e um imoblizador no seu exterior.

Este procedimento deve sempre ser realizado por médico otorrinolaringologista devidamente treinado para isso.

 

Nariz – Sangramento Nasal

A epistaxe (sangramento nasal) tem diversas causas. Mais freqüentemente, o sangue provém da área de Kiesselbach, localizada na parte anterior do septo nasal e que contém muitos vasos sangüíneos.

Habitualmente, a epistaxe pode ser controlada com a compressao de ambos os lados do nariz durante 5 a 10 minutos.

 


    


 

Quando esta técnica nao consegue interromper o sangramento, o médico busca a sua origem. A epistaxe pode ser interrompida tempo rariamente com a aplicaçao de pressao no interior do nariz com um chumaço de algodao embebido com um medicamento que provoca a constriçao dos vasos (p.ex., fenilefrina) e um anestésico local (p.ex., lidocaína).

Após a epistaxe ser interrompida e enquanto o local está anestesiado, o médico sela (cauteriza) a fonte do sangramento com nitrato de prata ou com um eletrocautério (um aparelho que utiliza corrente elétrica para produzir calor).

Quando o indivíduo apresenta um distúrbio que causa tendência ao sangramento, a fonte do sangramento nao é cauterizada porque ela pode voltar a sangrar. Em vez disso, o médico realiza uma pressao suave com gaze embebida em vaselina contra a fonte do sangramento. Após o sangramento cessar, ele tenta identificar e corrigir o distúrbio.

Nos indivíduos que apresentam arteriosclerose (estreitamento das artérias) e hipertensao arterial, é provável que a fonte do sangramento esteja localizada na parte posterior do nariz, onde o sangramento é mais difícil de ser interrompido. Algumas vezes, o médico deve ligar a artéria que fornece sangue à área ou realizar um tamponamento posterior da cavidade nasal com gaze. Comumente, o tampao é mantido no local por 4 dias e um antibiótico oral (p.ex., ampicilina) é administrado para evitar uma infecçao dos seios da face ou do ouvido médio.

Os indivíduos com telangiectasia hemorrágica hereditária (uma doença caracterizada por malformaçao dos vasos sangüíneos) podem apresentar muitas epistaxes graves, acarretando uma anemia grave e persistente que nao é facilmente corrigida com a suplementaçao de ferro.

Os indivíduos com doenças hepáticas graves, as quais podem causar uma tendência ao sangramento, freqüentemente apresentam epistaxes graves.

Grandes quantidades de sangue podem ser deglutidas e o sangue é convertido em amônia pelas bactérias no intestino. A amônia pode ser absorvida pela corrente sangüínea e tornar o indivíduo doente ou comatoso. Por essa razao, enemas e catárticos sao prescritos o mais precocemente possível para remover o sangue do intestino o mais rapidamente possível.

Quando ocorre uma grande perda sangüínea, a transfusao de sangue pode ser realizada.

Causas de Epistaxe (Sangramento Nasal)

 Infecçoes localizadas
 Vestibulite
 Sinusite
 Membrana mucosa nasal seca
 Lesoes repetidas produzidas pela limpeza do nariz
 Fratura do nariz
 Hipertensao arterial
 Distúrbios que provocam tendência ao sangramento
 Anemia aplástica
 Leucemia
 Baixa contagem de plaquetas (trombocitopenia)
 Doenças do fígado
 Distúrbios sangüíneos hereditários (p.ex.,hemofilia)
 Telangiectasia hemorrágica hereditária

 

Implante Coclear

 

O IMPLANTE COCLEAR

O implante coclear, ou mais popularmente conhecido como ouvido biônico, é um aparelho eletrônico de alta complexidade tecnológica, que tem sido utilizado nos últimos anos para restaurar a funçao da audiçao nos pacientes portadores de surdez profunda que nao se beneficiam do uso de próteses auditivas convencionais.

Trata-se de um equipamento eletrônico computadorizado que substitui totalmente o ouvido de pessoas que tem surdez total ou quase total. Assim o implante é que estimula diretamente o nervo auditivo através de pequenos eletrodos que sao colocados dentro da cóclea e o nervo leva estes sinais para o cérebro. É um aparelho muito sofisticado que foi uma das maiores conquistas da engenharia ligada à medicina. Já existe há alguns anos e hoje mais de 100.000 pessoas no mundo já o estao usando.

Quais sao as partes do que compoem o implante coclear?
O implante coclear é composto por duas partes: uma unidade interna e outra externa.

A unidade interna

É implantada cirurgicamente dentro o ouvido do paciente. Esta unidade possui um feixe de eletrodos que será posicionado dentro da cóclea (órgao da audiçao com formato de caracol). Este feixe de eletrodos se conecta a um receptor (decodificador) que ficará localizado na regiao atrás da orelha, implantado por baixo da pele. Junto ao receptor fica a antena e o ima que servem para fixar a unidade externa e captar os sinais elétricos.

A unidade externa

A unidade externa é constituída por um processador de fala, uma antena transmissora e um microfone. A unidade externa é a parte do implante que fica aparente e pode ser de dois tipos: retroauricular ou tipo caixa. A antena transmissora possui um ima que serve para fixá-lo magneticamente junto a antena da unidade interna ( que também possui um ima).

O microfone capta o som do meio ambiente e o transmite ao processador de fala. O processador de fala seleciona e analisa os elementos sonoros, principalmente os elementos da fala, e os codifica em impulsos elétricos que serao transmitidos através de um a cabo até a antena transmissora. A partir da antena transmissora o sinal é transmitido através da pele por meio de radiofreqüência e chega até a unidade interna. Na unidade interna temos o receptor estimulador interno, que está sob a pele. O receptor estimulador contém um "chip" que converte os códigos em sinais eletrônicos e libera os impulsos elétricos para os eletrodos intracocleares estimulando diretamente as fibras no nervo auditivo.Esta estimulaçao é percebida pelo nosso cérebro como som.
Desse modo, o paciente recupera parte da audiçao e pode voltar a se comunicar com as pessoas.
Descriçao: http://www.implantecoclear.org.br/imageBank%5Ctextos%5Ctexto_5%5Cesquema.jpg


PACIENTES QUE SE BENEFICIAM COM O IMPLANTE COCLEAR

O paciente candidato ao implante coclear é aquele que possui surdez severa a profunda bilateral, que fez uso de prótese auditiva, mas nao obteve resposta satisfatória (resultados mínimos satisfatórios).
Nós dividimos os pacientes em dois grupos que apresentam indicaçao e resultados diferentes.
Existem aqueles pacientes que ouviam e por algum motivo perderam a audiçao, que nós denominamos de pacientes pós-linguais. E existem também aqueles pacientes que sao surdos desde o nascimento ou perderam a audiçao muito cedo antes mesmo de aprenderem a falar, que nós denominamos de pacientes pré-linguais.

Critérios básicos de indicaçao do implante coclear:

Pacientes pós-linguais:

Deficiência auditiva neurosensorial bilateral de grau severo a profundo que nao se beneficiarem do aparelho de amplificaçao sonora individual (AASI), ou seja, apresentarem escores inferiores a 50% em testes de reconhecimento de sentenças com o uso da melhor protetizaçao bilateral possível.
 Nao existe limite de tempo para a realizaçao do implante coclear neste grupo, porém quanto maior o tempo de surdez, piores serao os resultados.

Pacientes pré-linguais:

 Deficiência auditiva neurosensorial bilateral de grau severo a profundo, com reabilitaçao fonoaudiológica efetiva há pelo menos 3 meses (crianças de 0 a 18 meses) ou desde a realizaçao do diagnóstico (crianças maiores de 18 meses), que nao se beneficiarem do aparelho de amplificaçao sonora individual (AASI).
 Neste grupo a idade do paciente é importante.
 Nas crianças, a idade ideal é até 2 anos de idade, sendo que quanto mais precocemente o paciente é implantado, melhores serao os resultados.
 Entre 2 e 5 anos os resultados também podem ser bons, porém sao inferiores aos pacientes implantados até 2 anos.
 A partir dos 5 anos os pacientes também podem ser implantados, porém os resultados dependerao de outros fatores como o grau de desenvolvimento da linguagem já adquirida e do trabalho de estimulaçao auditiva prévia, como uso de prótese auditiva e capacidade de realizaçao de leitura orofacial e linguagem de sinais.


ETAPAS A SEREM SEGUIDAS ATÉ A REALIZAÇAO DO IMPLANTE COCLEAR.

O implante coclear é um processo complexo que exige a atuaçao conjunta de um equipe multidisciplinar (vários profissionais de especialidades diferentes) para que se alcance o sucesso do tratamento.
A equipe é composta por um médico otorrinolaringologista, um fonoaudiólogo e um psicólogo (todos os membros da equipe têm que ter especializaçao em implante coclear).
A avaliaçao do paciente candidato ao implante coclear é um processo complexo e pode ser demorado pois existem etapas que devem ser obrigatoriamente seguidas e cumpridas em todos os pacientes, para que seja conseguido o melhor resultado possível em benefício do paciente.

Avaliaçao médica

Inicialmente o paciente deve ser avaliado pelo otorrinolaringologista para o diagnóstico da causa, tipo e a gravidade da surdez.
O médico avalia se a causa que levou a surdez permite que seja realizado o implante coclear.
Também é importante que seja estudada a existência de outras doenças, pois o paciente deve ser avaliado como um todo e nao apenas a audiçao.

Avaliaçao fonoaudiológica

A próxima etapa é a avaliaçao pela fonoaudióloga, que realizará uma série de testes auditivos e de linguagem, assim como exercícios que prepararao o paciente para receber o implante coclear.
A avaliaçao da fonoaudióloga pode ser demorada e depende muito de cada caso e da motivaçao do paciente, esta avaliaçao é composta por:
-Avaliaçao do grau de surdez: temos que ter certeza que a surdez é mesmo profunda.
-Avaliaçao da adaptaçao do paciente com a prótese auditiva convencional: temos que ter certeza que uma prótese convencional já nao seria suficiente para atender a necessidade do paciente.
-Avaliaçao de linguagem emissiva (fala, uso de língua de sinais e escrita - em pacientes já alfabetizados) e receptiva (realizaçao efetiva de leitura orofacial, uso de língua de sinais e escrita).
Quando algum destes aspectos nao é satisfatoriamente atendido o paciente pode ser encaminhado para reabilitaçao fonoaudiológica por período determinado, e posterior retorno para avaliaçao. Neste período poderá ser necessário:
-Treinamento em leitura orofacial para crianças maiores e adultos: Este treinamento é essencial na fase pré implante e muda muito o resultado final quando bem realizado.
-Treinamento auditivo (melhorando muitas vezes o desempenho do paciente com prótese convencional, ou o resultado final com implante)
- Terapia de estimulaçao de linguagem

Avaliaçao psicológica

E muito importante que sejam avaliados os aspectos psicológicos do paciente e das pessoas que convivem com ele no dia a dia. É importante que o psicólogo avalie se o paciente está preparado para ser submetido a uma cirurgia, se aceita o fato de viver com uma prótese implantada dentro da cabeça, se os familiares estao motivados e apóiam esta decisao (nós consideramos o apoio e a participaçao da família fundamentais). Devemos avaliar também o grau de expectativa do paciente e se ele tem consciência dos resultados que podem ser atingidos. O paciente tem que estar ciente de tudo o que está acontecendo e a equipe deve expor tudo de uma forma clara e sincera, pois nós acreditamos que uma relaçao de confiança mútua entre o paciente e a equipe seja fundamental.

No final do processo pré cirúrgico o paciente é submetido a avaliaçao pré operatória para que seja avaliada todos os possíveis riscos cirúrgicos e a cirurgia seja realizada da forma mais segura possível.


EXAMES QUE GERALMENTE SAO REALIZADOS


 Audiometria completa.
 Audiometria em campo com uso de AASI
 BERA
 Emissoes otoacústicas
 Tomografia computadorizada e Ressonância magnética.


PROCEDIMENTO CIRURGICO


A colocaçao da unidade interna é realizada através de uma cirurgia que tem duraçao aproximada de 2 horas.
É realizado sob anestesia geral, ou seja, o paciente estará entubado e inconsciente e nao sentirá nada durante todo procedimento.
1) O corte (incisao): A cirurgia é realizada toda atrás da orelha e um pequeno corte na pele de aproximadamente 4 cm.



2) Colocaçao dos eletrodos: É realizado uma abertura na cóclea (órgao da audiçao com formato de caracol) e os eletrodos sao inseridos dentro da cóclea perfazendo uma volta completa em seu interior.



3) Fixaçao do processador interno: o processador interno é colocado embaixo do couro cabeludo atrás da orelha (o paciente sentirá uma pequena elevaçao no local).



4) No final da cirurgia fecha-se a pele com pontos e um curativo compressivo é colocado no local.



Possíveis riscos da cirurgia

Primeiramente existem os riscos que existem em todas as cirurgias com anestesia geral, mas com o desenvolvimento da medicina, hoje em dia sao muito mais raras se realizados em bons hospitais.
Os riscos próprios do procedimento sao pouco frequentes, mas podem ocorrer. Abaixo listamos em ordem de freqüência:
-Insucesso na colocaçao do implante coclear: pode ocorrer se houver alteraçoes anatômicas no ouvido do paciente, seja por um defeito congênito (de nascença) ou por seqüelas de infecçao ou fraturas.
-Infecçao e necrose da pele: é devido ao fato de se colocar uma prótese sob a pele, se ocorrer pode ser tratada se diagnosticada rapidamente.
-Tontura: Pode ocorrer porque o órgao que faz agente escutar também é responsável pelo equilíbrio, mas é uma complicaçao transitória que melhora rapidamente em poucas semanas.
-Paralisia facial: é a complicaçao mais temida. Pode ocorrer porque o nervo que faz a mímica da face passa muito próximo do local da cirurgia. Para evitar esta complicaçao é utilizado um aparelho chamado monitor de nervo facial que diminui o risco desta complicaçao. Esta complicaçao apesar de possível é muito rara e geralmente melhora após algumas semanas de tratamento.
-Meningite e fístula liquórica: Foram complicaçoes que ocorreram no início dos implantes cocleares. Hoje em sao complicaçoes extremamente raras.

Rotina pós-operatória

Na maioria dos casos o paciente recebe alta no dia seguinte da cirurgia.
O curativo com faixa por 24 horas e os pontos serao retirados em 2 semanas.
A ativaçao do implante coclear ocorre 30 a 40 dias após o procedimento.
Depois inicia-se o processo de programaçao e adaptaçao do paciente ao implante coclear com consultas com a fonoaudióloga. Essas avaliaçoes no início serao semanais e depois quinzenais e mensais.

Cuidados que devem ser tomados no pós operatório

Nao lavar a cabeça por 3 dias.
Após 3 dias pode lavar a cabeça mas deve-se tomar cuidado pra nao deixar entrar água dentro do ouvido operado protegendo-o com um tampao até o retorno com o cirurgiao.
Dormir com o ouvido operado para o lado de cima por 14 dias.
Nao fazer esforço físico ou tomar sol por 30 dias.
Nao deixar de tomar corretamente a medicaçao prescrita pelo médico e nao deixar de comparecer ao retorno pós operatório.
Nao existem restriçoes à alimentaçao.
Se fizer uso de prótese auditiva no outro ouvido pode colocá-la logo no primeiro dia após a cirurgia.


CUIDADOS COM O SEU IMPLANTE COCLEAR
 

O implante coclear é uma prótese e pode quebrar se sofrer um traumatismo sobre ela.
O paciente implantado nao deve praticar esportes violentos como lutas ou outras atividade com grande risco de bater a cabeça.

É proibido:

-Realizar exame de ressonância magnética ou chegar perto da sala de exame: o implante é composto de um metal que pode ser atraído violentamente pelo aparelho de ressonância magnética podendo levar a complicaçoes graves. Existem alguns modelos que permitem realizar o exame em condiçoes muito especiais, mas é obrigatório avisar o seu otorrino e o radiologista sempre que for solicitado um exame de ressonância magnética.
-Manter o aparelho desligado o pouso e na decolagem de aeronaves: funciona como qualquer aparelho eletrônico e pode interferir nos aparelhos de controle da aeronave. Manter o implante desligado no pouso e na decolagem.
-Uso de bisturi elétrico: é proibido o seu uso em pacientes com implante coclear pois podem queimar a unidade interna. Avisar o médico toda vez que for ser submetido a uma cirugia.

Podem ser realizados sem problemas:

-Ultra-sonografia diagnóstica.
-Radiografia simples.
-Tomografia computadorizada.
-Luz ultra violeta de clínicas odontológicas.

Podem alterar o funcionamento do implante coclear:

-Sistema de detectores de metais: o implante coclear irá disparar toda vez que passar por estes dispositivos (geralmente estao presentes em portas de bancos e aeroportos). Por isso, é aconselhável andar sempre com o comprovante emitido pelo fabricante, comprovando que o paciente é mesmo implantado.

-Radiaçao eletromagnética: monitores de computador, televisores, forno de microondas. A proximidade deste dispositivos podem alterar a qualidade sonora ou interferir no transmissao de dados entre as unidades interna e externa.
-Sistema de vigilância de lojas: desligar o aparelho quando for passar através da porta de lojas que possuem sistema eletrônico de vigilância (sao aqueles aparelhos que apitam quando alguém tenta sair com um produto sem passar pelo caixa). O implante coclear geralmente nao dispara estes aparelhos, mas pode ocorrer distorçao no som e desconforto para o usuário de implante.


CRITÉRIOS DE INDICAÇAO PARA PACIENTES DO SUS

(Portaria nº 1.278/GM Em 20 de outubro de 1999)
 

IMPLANTE EM ADULTOS
 
O Implante Coclear em adultos deverá seguir os seguintes critérios de indicaçao:
a - pessoas com surdez neuro-sensorial profunda bilateral com código lingüístico estabelecido (casos de surdez pós-lingual ou de surdez pré-lingual, adequadamente reabilitados);
b - ausência de benefício com prótese auditiva (menos de 30% de discriminaçao vocal em teste com sentenças);
c - adequaçao psicológica e motivaçao para o uso de implante coclear.

IMPLANTE EM CRIANÇAS
 
O Implante Coclear em crianças, menores de 18 anos com surdez pré e pós-lingual, deverá seguir os seguintes critérios de indicaçao:
a) experiência com prótese auditiva, durante pelo menos três meses;
b) incapacidade de reconhecimento de palavras em conjunto fechado;
c) família adequada e motivada para o uso do implante coclear;
d) condiçoes adequadas de reabilitaçao na cidade de origem.

CRITÉRIOS DE CONTRA-INDICAÇAO

Está contra-indicado o Implante Coclear nos seguintes casos:
a - surdez pré-lingual em adolescentes e adultos nao reabilitados por método oral;
b - pacientes com agenesia coclear ou do nervo coclear;
c - contra-indicaçoes clínicas.

BENEFICIOS DO IMPLANTE COCLEAR

Apesar dos amplos critérios de indicaçao, nao sao todos os pacientes que se beneficiam do implante coclear. Por isso a avaliaçao e a orientaçao correta sao fundamentais para previsao do prognóstico e direcionamento das expectativas. Muitas vezes, se o resultado será muito limitado, o implante pode nao ser indicado, mesmo quando o paciente apresenta surdez profunda.

Os estudos e o acompanhamento em longo prazo mostram que os melhores resultados com o implante coclear sao em pacientes com perdas de audiçao pós-lingual e em crianças implantadas ainda pequenas (até 2 anos e 11 meses). Nos indivíduos pós-linguais em geral se obtém cerca de 80% de reconhecimento de sentenças em formato aberto; retomada das atividades profissionais e sociais com melhora significativa na qualidade de vida e 50% de uso o telefone sem dificuldades. Nas crianças implantadas ainda bebês a aprendizagem da língua oral ocorre de maneira incidental e, em geral, o desenvolvimento é muito próximo ao de uma criança normal.

Atualmente, os benefícios com o implante coclear já estao muito comprovados. Os resultados de 877 pacientes acompanhados em centros na Espanha mostram ganho médio de 60% na percepçao de fala em relaçao ao pré-operatório de adultos pós-linguais e de 90% de discriminaçao e compreensao de fala em formato aberto de crianças implantadas antes dos 03 anos de idade (Manrique et al., 2006).

Em crianças com idade superior a 4 anos os benefícios com o implante coclear sao altamente dependentes do seu nível de desenvolvimento de linguagem e cogniçao. Quanto melhor é o desenvolvimento lingüístico, melhor é a capacidade da criança em processar os estímulos auditivos, associá-los ao significado lingüístico, estabelecer regras lexicais e sintáticas para compreensao e expressao da língua. Entende-se por adequado nível de desenvolvimento de linguagem a criança que, apesar da deficiência auditiva, é capaz de compreender através de leitura labial ou LIBRAS, sem lacunas no desenvolvimento. Essa exigência é diferente em cada faixa etária, portanto quanto mais velho é o indivíduo, maior domínio da língua é necessário para que ele possa ter um bom resultado com o implante coclear.

Em um estudo com 54 crianças surdas pré-linguais implantadas, com idade entre 4 e 12 anos no momento da ativaçao e uso efetivo do implante há 1 ano, Guedes et al. (2005) mostraram que nao houve diferença significativa entre os grupos para os fatores sexo, etiologia e médias de idade. Porém, crianças com boa compreensao de linguagem pré-operatória tiveram risco para melhor percepçao de fala 3,6 vezes o risco das demais crianças (p=0,009). Assim, concluíram que a compreensao de linguagem pré-operatória, seja por LIBRAS e/ou leitura orofacial, é um importante fator prognóstico para percepçao de fala após 1 ano, devendo ser considerado na seleçao de crianças mais velhas para o implante coclear.

Em pacientes adolescentes ou adultos com surdez pré-lingual o resultado é dependente da expectativa; pode haver um excelente ganho auditivo porém sem modificaçao do padrao de comunicaçao; o benefício é limitado e em longo prazo; e os indivíduos dificilmente chegam à percepçao de fala sem pistas auxiliares (apoio de leitura labial, escrita, sinais).


BENEFICIOS DO IMPLANTE COCLEAR BILATERAL

Há muito tempo já é provado a importância da audiçao bilateral na localizaçao sonora e na discriminaçao de sentenças principalmente quando existe mais de um interlocutor ou quando estamos num ambiente barulhento.

Da mesma forma, estudos realizados em pacientes surdos pós linguais têm demonstrado que pacientes que realizaram o implante bilateral apresentam melhores desempenhos auditivos nestas mesmas situaçoes. Baseado na teoria da maturaçao das vias auditivas que apresenta o seu maior desenvolvimento até 2 anos de idade, acredita-se que este grupo terá grande benefício com a realizaçao precoce do implante bilateral. Estudos mais recentes já comprovam os benefícios do implante coclear bilateral realizado precocemente, motivo pelo qual muitos centros nos EUA e Europa têm realizado a cirurgia bilateral ao mesmo tempo na mesma cirurgia. Em nosso país, por questoes econômicas e sociais, o SUS nao contempla a realizaçao do implante bilateral, o que é bem razoável quando pensamos em políticas de saúde pública no qual devemos beneficiar o maior número de pacientes com os recursos limitados que dispomos.

O Dr Fayez Bahmad Júnior tem atualmente 04 pacientes utilizando o implante coclear bilateralmente. Sendo que destes todos foram simultâneos. Alguns argumentos contra a realizaçao do implante coclear seria o custo maior de manutençao de dois aparelhos e a possibilidade de preservar um dos ouvidos para novas tecnologias que possam se desenvolver.

Porém, após alguns anos do primeiro implante coclear, o resultado do implante na orelha contralateral piora drasticamente, impedindo que o paciente se beneficie de novos modelos de implante se o intervalo entre o primeiro e o segundo implante for muito longo.

 

Baha

 Descriçao: aha user Evelyn

 

O BAHA

Existem pessoas que sofrem de deficiência auditiva condutiva ou mista, ou de surdez profunda em apenas uma orelha. Na maioria dos casos, pessoas com esses tipos de perda auditiva serao adaptadas a aparelhos de conduçao aérea que sao colocados dentro do conduto auditivo.

Entretanto, algumas pessoas que possuem esses tipos de perda auditiva sao incapazes de se beneficiar com este tipo de aparelho por inúmeras possíveis razoes: por possuírem uma condiçao congênita, como a atresia, que significa que a pessoa nao possui o conduto auditivo para que possa ser colocado o aparelho convencional; por possuírem infecçao crônica na orelha média ou externa, a qual se agrava quando um modelo de aparelho de audiçao convencional por via aérea é utilizado, entre outras.
Nesses casos o único meio de possibilitar aos deficientes auditivos a percepçao dos sons em intensidade normal é através da conduçao óssea.

O Sistema Baha é um tratamento inovador que têm proporcionado audiçao às pessoas há 30 anos. É o único sistema de conduçao óssea direta deste tipo autorizado pela Administraçao de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA.

Nao acha que está na hora de descobrir se o sistema Baha é a soluçao certa para você?

O Sistema Baha utiliza a habilidade natural do seu corpo para conduzir o som.

 


O osso, da mesma forma que o ar, pode conduzir vibraçoes sonoras. Para pessoas com perda de audiçao, isso fornece uma outra forma de percepçao de som.
Os aparelhos auditivos comuns contam com a conduçao aérea e um ouvido médio que funcione.

O sistema Baha pode ser uma melhor opçao nos casos em que a funçao do ouvido médio pode estar bloqueada, danificada ou obstruída, pois ele ultrapassa completamente o ouvido médio. Ao contrário dos aparelhos comuns, o som é enviado ao redor da área problemática ou danificada, estimulando naturalmente a cóclea através da conduçao óssea. Uma vez que a cóclea recebe essas vibraçoes sonoras, o órgao "ouve" da mesma maneira como ouviria através da conduçao aérea; o som é convertido em sinais neurais e é transferido ao cérebro, permitindo que o implantado Baha perceba o som.

O sistema Baha:

 

1. Um processador de som captura as ondas sonoras e as transformam em vibraçoes.
2. Um pilar de fixaçao conecta o processador de som ao implante. O pilar transfere as vibraçoes sonoras do processador para o implante.
3. Um pequeno implante de titânio é colocado no osso atrás do ouvido, onde se une com o osso vivo. Esse processo é chamado de osseointegraçao. O implante transfere as vibraçoes sonoras à cóclea funcionante.

 

Processo de osseointegraçao:

O osso se une ao implante de titânio, permitindo que o implante conduza o som e forme uma ligaçao permanente com o osso.

 

 

Uso do processador de som e cuidados diários



Após um período de aproximadamente 3 meses (6 meses para crianças), o implante terá se osseointegrado ao osso.

É entao o momento de anexar o processador de som Baha ao pilar da fixaçao. Isto será feito pelo audiologista, que também irá explicar como o processador de som funciona e como cuidar dele diariamente.

Conectar e desconectar o processador de som é muito simples. Uma peça de plástico é montada ao processador de som. Ela é desenhada para se encaixar no suporte e segurar o processador de som no lugar com segurança.


O processador de som pode ser usado durante o dia, exceto na hora do banho, se você for nadar ou participar de alguma atividade física que possa danificá-lo. Seguindo estas poucas e simples orientaçoes, você irá garantir que o processador funcione de forma correta. Maiores detalhes e ilustraçoes podem ser encontrados no Manual do Usuário que está dentro da embalagem de cada processador.

A pele em volta do suporte deve ser limpa diariamente. Resíduos de pele podem aparecer em volta do suporte e é importante que eles sejam removidos utilizando uma escova de limpeza macia, sabonete e água morna.


 

BAHA PARA CRIANÇAS



Crianças que nascem com malformaçoes na orelha média ou externa, ainda podem ter um funcionamento perfeito de sua orelha interna. A audiçao é uma parte vital do processo de aprendizado de uma criança e é, portanto, de suma importância iniciar a estimulaçao da fala e do desenvolvimento lingüístico o mais cedo possível. A conduçao óssea é a alternativa natural.

O crânio das crianças sao mais finos e o osso mais leve e frágil do que o de um adulto. Por este motivo, os clínicos recomendam aguardar até que o crânio da criança esteja grosso e forte o suficiente, com a idade de cinco anos, para colocar o implante Baha. Até recentemente, só estavam disponíveis tiaras de aço para serem colocadas em volta da cabeça.

Embora esta faixa tenha sido útil para muitos, ela tem, ocasionalmente, se mostrado difícil de ser utilizada por algumas crianças, devido ao desconforto e à dificuldade de mantê-la no lugar.

 


O que é a Softband Bahar?

A Softband é uma faixa elástica com um processador de som Baha conectado a um condutor de plástico que é costurado na faixa. A faixa é ajustada com Velcro ao tamanho da cabeça do bebê. O processador de som fica seguro na pele atrás da orelha, ou em qualquer outro osso do crânio, através da pressao da faixa. O som é entao transmitido através do osso do crânio para a orelha internas que funciona normalmente. A bandagem pode ser mudada de lugar para que o conector nao esteja sempre na mesma posiçao, evitando, dessa forma, desconforto para a criança.

 

Nariz – Perfuração Septal

As úlceras e os orifícios (perfuraçoes) do septo nasal podem ser causados por uma cirurgia do nariz, por lesoes repetidas (p.ex., as produzidas durante a limpeza do nariz), por infecçoes (p.ex., tuberculose e sífilis) e pela aspiraçao de cocaína pelo nariz.

Os sintomas podem incluir a formaçao de crostas em torno das fossas nasais e sangramentos nasais repetidos. Os indivíduos que apresentam pequenas perfuraçoes no septo podem produzir um som similar ao assovio quando respiram. A pomada de bacitracina reduz a formaçao de crostas.

As perfuraçoes podem ser reparadas com o próprio tecido do indivíduo, utilizando o tecido do interior da bochecha ou de outra parte do nariz ou uma membrana artificial feita de plástico macio e flexível, a qual geralmente é melhor.

Contudo, a maioria das perfuraçoes nao necessitam de reparaçao, exceto quando as crostas e os sangramentos representam um problema importante.

Este procedimento deve sempre ser realizado por médico otorrinolaringologista devidamente treinado para isso.

 

Nariz – Pólipos Nasais

Os pólipos nasais sao formaçoes carnosas da membrana mucosa nasal. Os indivíduos com alergias que afetam o nariz (rinite alérgica) tendem a apresentar pólipos nasais. Estes também podem desenvolver-se durante infecçoes e podem desaparecer após o término da infecçao.

Normalmente, os pólipos crescem em áreas onde a membrana mucosa inflamou devido a um acúmulo de líquido, como a área em torno das aberturas dos seios na cavidade nasal. Um pólipo apresenta uma forma de lágrima durante o seu desenvolvimento e assemelha-se a uma uva descascada sem semente quando amadurece.

O uso de um spray nasal em aerossol contendo corticosteróides faz com que os pólipos atrofiem ou desapareçam.

A cirurgia é necessária quando os pólipos obstruem a via respiratória, quando causam sinusites (infecçoes dos seios da face) freqüentes, quando obstruem a drenagem dos seios ou quando estao associados a tumores.

Os pólipos apresentam uma propensao a voltar a crescer, exceto quando a alergia ou infecçao subjacente é controlada. No entanto, o uso de um spray de corticosteróide em aerossol pode retardar ou mesmo impedir a recorrência. Nos casos recorrentes e graves, a cirurgia é realizada para melhorar a drenagem do seio e r emover o material infectado.

Formaçao de Pólipos no Nariz. Geralmente, os pólipos formam-se na área onde os seios da face abrem-se na cavidade nasal, podendo obstruir a drenagem dos mesmos. Pode ocorrer o acúmulo de líquido nos seios obstruídos, causando uma sinusite (infecçao do seio).

Este procedimento deve sempre ser realizado por médico otorrinolaringologista devidamente treinado para isso.

 

Ronco e Apnéia do Sono

Dentre os vários distúrbios do sono, destaca-se hoje a síndrome da apneia e hipopneia obstrutiva do sono, caracterizada pela ocorrência repetitiva de obstruçao total (apneia) ou parcial (hipopneia) das vias aéreas superiores durante o sono, causando diminuiçao da oferta de oxigênio ao organismo que para se manter vivo tem que se acordar para voltar a respirar, levando à privaçao de sono.   

Os fatores que predispoem à síndrome da apnéia e hipopnéia obstrutiva do sono sao: obesidade, sexo masculino, alteraçoes craniofaciais (ex. queixo pequeno, língua grande), aumento do tamanho das tonsilas palatinas e faríngeas (amígdalas e adenóide), aumento da circunferência cervical, obstruçao nasal, familiares com história de ronco e apneia do sono, anormalidades endócrinas (ex. doenças da tireóide e acromegalia), uso de álcool, tabagismo, uso de calmantes, cansaço excessivo e idade avançada.

Síndrome é um conjunto de sinais e sintomas, dessa forma quem tem a síndrome da apneia e hipopneia obstrutiva do sono pode apresentar:

  • Durante a noite: ronco alto (o ronco é o barulho produzido pela vibraçao dos tecidos das vias respiratórias estreitadas, que pode chegar a provocar perda auditiva em si e no cônjuge), paradas respiratórias durante o sono, engasgos, sufocaçao, agitaçao (debater-se na cama), vários despertares nao lembrados no dia seguinte (levando a sonolência excessiva diurna), aumento da vontade de urinar (em homens com doença na próstata isso aumenta a necessidade de se levantar, tornando o sono mais conturbado ainda), suor em maior quantidade e insônia.

 

  • Durante o dia: sono em excesso que dificulta a realizaçao de atividades corriqueiras, diminuiçao da memória, reduçao da concentraçao, déficit do aprendizado, tendência a nervosismo ou depressao, dor de cabeça, hiperatividade (em crianças), constrangimento social (em especial quando se tem que dormir fora de casa), problemas conjugais, impotência sexual. Além do descrito, quem tem a síndrome da apneia e hipopneia obstrutiva do sono apresenta maior risco de ter pressao arterial alta, arritmias cardíacas, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame) e morte súbita.
  • É sabido que esses pacientes apresentam maior risco de acidentes domésticos, profissionais e de trânsito, dai a resoluçao Nº 267 do CONTRAN exigir a avaliaçao dos distúrbios do sono na renovaçao, adiçao e mudança para as categorias de habilitaçao C, D e E.

 

O tratamento da síndrome da apnéia e hipopnéia obstrutiva do sono depende do número de obstruçoes por hora de sono que é verificada pelo "exame do sono" (polissonografia) e acima de tudo, de uma avaliaçao individual com um médico. De uma forma geral, engloba: mudanças de hábitos de vida, realizaçao de cirurgias em casos selecionados, aparelhos intra-orais (indicados em casos mais leves) e como o melhor tratamento para o adulto com quadro mais severo, o uso de CPAP, que consiste na aplicaçao de pressao positiva nas vias respiratórias por meio de uma máscara firme e confortavelmente acoplada ao nariz durante o sono, impedindo a obstruçao da passagem aérea, dessa forma acabando com o ronco e a apnéia do sono.

Trabalhos científicos recentes em pacientes com a síndrome da apnéia e hipopnéia obstrutiva do sono atribuem ao uso do CPAP: melhora da qualidade de vida, reduçao da sonolência excessiva diurna, melhor controle da hipertensao arterial, reduçao do peso, melhor controle do diabetes e dos teores elevados de gordura no sangue. A mortalidade pela síndrome da apnéia e hipopnéia obstrutiva do sono é reduzida de forma eficaz com o uso do CPAP.

 

Equilíbrio – Reabilitação do Paciente Vertiginoso

 

Instituto Brasiliense de Otorrinolaringologia

ORIENTAÇOES DE SAUDE

Descriçao: ORIENTAÇÕES DE SAÚDE - EQUILÍBRIO - REABILITAÇÃO VESTIBULAR 1.png

EQUILIBRIO - REABILITAÇAO DO PACIENTE VERTIGINOSO

 

A Reabilitaçao Vestibular é um método terapêutico moderno, fisiológico que visa restabelecer funcionalmente o equilíbrio corporal e a orientaçao espacial (Bittar, Pedalini e Formigoni, 2000).

 

Compreende a um grupo de exercícios físicos que desencadeiam a adaptaçao vestibular, base fisiológica da Reabilitaçao Vestibular que envolve a habituaçao e a compensaçao. Estes processos possibilitam normalizar as respostas reflexas mantenedoras do equilíbrio, tanto por meio do restabelecimento do processamento vestibular normal, como também por meio do estabelecimento de novas integraçoes entre as estruturas funcionais do equilíbrio.

 

A Reabilitaçao Vestibular promove a estabilizaçao visual nos movimentos cefálicos, melhora a integraçao vestibulovisual durante a movimentaçao cefálica, amplia a estabilidade postural e dinâmica e diminui a sensibilidade durante movimentaçao cefálica (Caovilla e Ganança 1998). 



 

Os exercícios de Reabilitaçao Vestibular têm sido utilizados, com sucesso, nos casos de desequilíbrio, promovendo o controle postural estático e dinâmico, reduzindo significativamente as quedas, e conseqüentemente, melhorias nas habilidades funcionais e resultando na segurança e independência na realizaçao das atividades diárias.



 

O Programa de Reabilitaçao Vestibular compreende as "Avaliaçoes Instrumentais Específicas", "Orientaçoes Nutricionais", "Orientaçoes Preventivas ao Risco de Quedas", "Exercícios Específicos", tais como Vestibulares, Oculomotores, Extero-proprioceptivos, Optovestibulares e Globais e orientaçoes sobre a realizaçao continuada dos exercícios em casa.



 

1. Avaliaçao instrumental específica



 

As avaliaçoes possibilitam identificar a extensao do impacto do desequilíbrio na rotina diária do indivíduo, delinear o programa de exercícios de reabilitaçao vestibular e avaliar a melhora promovida pelos exercícios. Avalia-se a postura estática e dinâmica por meio do Teste de Sensibilidade do Movimento, avalia-se impacto do desequilíbrio nos aspectos funcional, emocional e físico por meio inventário DHI. Para idosos, sao utilizados instrumentos específicos tais como a Escala de Equilíbrio proposta por Berger e o Teste do risco de queda.



 

2. Orientaçao nutricional e mudança de hábitos



 

A terapêutica otoneurológica moderna apresenta vários recursos concomitantes, dentre eles, orientaçoes sobre nutriçao adequada e sobre correçao de hábitos nocivos à saúde e, conseqüentemente, à funcionalidade normal do labirinto. Esta conduta terapêutica é essencialmente importante principalmente nos casos de labirintopatias provocadas por distúrbios metabólicos e/ou endócrinos.

 

Conforme Ganança et al. (2000) as orientaçoes consistem em:



 

  1. Distribuir as refeiçoes ao longo do dia, evitando ficar mais que três horas sem alimentar-se.


 

O ideal é realizar seis refeiçoes ao longo do dia: café da manha (desjejum), a principal refeiçao do dia, pois repoem a energia consumida durante um longo período sem ingestao de alimentos; lanche da manha (colaçao), um lanche leve entre desjejum e o almoço; almoço; lanche da tarde e ceia.

 

O jejum prolongado, por mais de seis horas, aumenta a síntese de corpos cetônicos, substâncias que diminuem a utilizaçao de gordura como fonte de energia, em conseqüência o organismo armazena mais gordura.

 

Além disso, tempo prolongado sem ingestao de alimentos provoca episódios de hipoglicemia e sérios efeitos neurológicos e hormonais.



 

  1. Distribuir a quantidade de calorias em proporçoes adequadas entre carboidratos, proteínas e gorduras


 

A base da reeducaçao alimentar é equilibrar o consumo de nutrientes dos alimentos, tais como, carboidratos, proteínas, sais minerais, vitaminas e gorduras. Deste modo, em cada refeiçao deve ingerido pelo menos um alimento de cada grupo alimentar. Importante ressaltar que o café da manha deve ser privilegiado e que no jantar deve ser ingerido alimentos leves. 



  1. Moderar o uso de açúcar refinado, mascavo, demerara, cristal e mel (carboidratos de absorçao rápida)


 

A opçao por carboidratos complexos (batata, feijao, pao, massa) é mais assertiva àqueles alimentos com alto teor de açúcar refinado, porque apresentam maiores níveis absolutos de vitaminas, minerais e fibras, um baixo teor de gordura e produzem níveis de insulina e de glicose sanguínea mais baixos, pois a glicose contida nos alimentos constituídos de carboidratos complexos, é liberada lentamente para a circulaçao sanguínea. Deste modo, os alimentos do grupo dos carboidratos fornecem energia, aumenta a sensaçao de saciedade e sao necessários para a para o metabolismo do normal das gorduras.

 

Os adoçantes devem ser evitados porque podem apresentam efeitos adversos como cefaléia, tontura e zumbido. Os edulcorantes (adoçantes alternativos) geralmente nao sao digeridos ou absorvidos e apresentam poucas calorias e nenhum valor nutritivo.

d. Ingerir pequenas quantidades de alimentos gordurosos


 

Deve-se evitar os acompanhamentos gordurosos, como maionese ou manteiga, molhos com queijo, por exemplo, e reduzir o consumo de gorduras saturadas e de colesterol, optando por alimentos que apresentem baixo teor destas substâncias. 
 


 

  1. Comer devagar e mastigar bem os alimentos


Comer rápido geralmente implica em comer mais, pois as papilas gustativas nao enviam estímulos de saciedade e de prazer ao sistema nervoso central, em tempo hábil, isto é, o sistema nervoso central nao é informado adequadamente que o alimento foi consumido o suficiente. Mastigar bem os alimentos promove uma digestao normal dos alimentos. 
 


 

  1. Evite ou reduza a ingestao de bebidas alcoólicas


 

Evitar ou ingerir álcool com moderaçao, reduz o risco de doença crônica.

 

O álcool é um diurético, aumenta a perda de água pela urina, reduz a oxidaçao da gordura no organismo e pode afetar diretamente o ouvido interno, modificando o volume e a concentraçao dos seus líquidos, provocando a manifestaçao de sintomas cócleo-vestibulares.



 

  1. Evite estresse emocional, ansiedade e fadiga excessiva

 

Nestes processos, os radicais livres sao liberados em maior quantidade, causam a destruiçao da membrana celular, alterando o metabolismo celular e provocam, assim, o processo de disfunçao bioelétrica celular.




 

  1. Reduza a fumo, se possível, evite-o. 


 

A nicotina produz a vasoconstricçao e diminui o fornecimento de sangue ao ouvido interno, aumenta a pressao sanguínea, o ritmo cardíaco e o fluxo de sangue para o coraçao, provocando o estreitamento das artérias, e também aumenta a quantidade de ácidos gordurosos, glicose e vários hormônios no sangue.

 

O monóxido de carbono reduz a quantidade de oxigênio transportada pelo sangue. O fumo pode provocar câncer de boca, garganta, esôfago, rim, bexiga e pâncreas.



 

  1. Reduza a ingestao de café


 

Reduza ou evite a ingestao de líquidos que contenham cafeína, tais como chá, café e chocolate. A cafeína é farmacologicamente ativa, o excesso no organismo pode provocar agitaçao, contraçao muscular, taquicardia ou arritmia cardíaca, períodos de esgotamento e agitaçao psicomotora, prejudica a fertilidade e pode, ainda, provocar nascimentos prematuros.

 

Associada a uma dieta pobre em cálcio, aumenta o risco de desenvolver osteoporose.



 

i. Evite o uso de medicamentos potencialmente tóxicos ao labirinto, como antiinflamatórios nao-hormonais, diuréticos, moderadores de apetite, sem orientaçao prévia do médico.

 

j. Evite o uso de medicaçao sem prescriçao médica


 

Principalmente medicaçao antivertiginosa, a medicaçao e a posologia é definida conforme o diagnóstico, considerando as possíveis restriçoes e contra-indicaçoes em cada caso. 



 

l. Ande pelo menos 30 minutos por dia, se possível, e pratique regularmente exercícios físicos e esportes de baixo e médio impacto.


 

Esta atividade física nao tem contra-indicaçao, promove a diminuiçao dos níveis de colesterol no sangue, evita a hipertensao arterial, auxilia na eliminaçao do estresse e da ansiedade.

 

A prática regular de exercício físico mantém o peso corporal, melhora o metabolismo e promove a estimulaçao somato-sensorial e proprioceptiva e postural, acelerando a compensaçao vestibular.



 

m. Beba oito copos de água por dia, no mínimo
O organismo humano é composto por 70 % de água.

 

Trata-se de um componente fundamental para todos os tecidos orgânicos, na estrutura e na funçao do sistema circulatório, no transporte de nutrientes e todas as substâncias corpóreas, na manutençao do equilíbrio dos líquidos intra e extracelulares e na manutençao da temperatura corpórea.



 

3. Orientaçoes preventivas quanto ao risco de quedas



 

Esta orientaçoes sao fundamentadas no "Check-list" de Segurança Doméstica, para Detecçao do Risco de Queda desenvolvido pelo Conselho Americano de Segurança (U. S. National Safety Council,1982). Consiste em uma série de orientaçoes e sugestoes a serem aplicadas em casa com a finalidade de eliminar situaçoes na rotina doméstica que provoque a queda. 



 

Limpeza e organizaçao da casa 



 

1. Enxugar o chao assim que vê que está molhado;


2. Mantém o assoalho e as escadas ou degraus limpos e sem objetos espalhados;


3. Guarda livros, revistas ou outros objetos assim que acabou de usá-los, evitar deixá-los no chao e/ou nas 


4. Guardar os itens que mais usa em prateleiras fáceis de alcançar



 

Assoalho



 

1. Evitar andar sobre o chao molhado


2. Evitar aplicar várias camadas de cera e polir o assoalho, deste modo, fica menos escorregadio;


3. Preferir tapetes antiderrapantes;


4. Evitar usar tapetes pequenos no último e no primeiro degrau da escada;


5. Se usa carpete, manter todas as bordas bem coladas e eliminar e/ou trocar os tapetes ou carpetes gastos ou rasgados com a ponta enrolada;


6. Preferir carpetes e tapetes com pêlo curto e denso;



 

Banheiro



 

1. Usar tapete de borracha ou decalques antiderrapantes no chao do banheiro ou próximo da banheira ou no chuveiro;


2. Instalar corrimao na borda da banheira ou na parede do chuveiro, se possível, especialmente para casos de necessidades especiais e para idosos;


3. Instalar a saboneteira em um local e fácil de alcançar


 

Caminho desimpedido


 

1. Você consegue atravessar todos os quartos da sua casa, ou ir de um quarto para outro, sem ter que desviar dos móveis


2. Deixar o caminho entre o quarto e o banheiro livre de obstáculos (móveis e objetos)


3. Os fios de telefone e energia estao longe de áreas por onde as pessoas passam.



 

Iluminaçao



 

1. Instalar interruptores perto de todas as portas


2. A iluminaçao deve ser o suficiente para eliminar as áreas sombreadas (ou corredores, por exemplo)


3. Ter abajur ou interruptor fácil de alcançar quando está na cama


4. Manter as escadas bem iluminadas


5. Ter interruptores no primeiro e no último degrau das escadas.



 

Escadas



 

1. Usar (ou instalar) corrimao ao longo de todo o comprimento da escada, em ambos os lados, 


2. Instalar o corrimao um pouco afastado da parede, para que você possa se segurar bem


3. O corrimao deve ter um formato distinto, de forma que você sabe quando chegou ao final da escada


4. Manter todas as escadas estao em boas condiçoes, sem nenhum degrau quebrado, proeminente ou solto


5. Manter todas as bordas acarpetadas e metálicas da escada estao bem presas e em boas condiçoes


6. Substituir os degraus únicos por rampas, ou entao instalar uma boa iluminaçao perto deles


 

Escadinhas e banquetas


 

1. Usar uma banqueta ou uma escada robusta e em boas para alcançar as prateleiras altas do armário e do guarda-roupa


2. Colocar a escadinha ou a banqueta sobre uma base firme, plana e livre de objetos


3. Antes de subir na escadinha, ficar de frente para os degraus e manter-se dentro do eixo da escada


4. Evita ficar de pé sobre a banqueta ou subir além do segundo degrau da escadinha



 

Quintais



 

1. O cimento do quintal e das outras áreas que cercam a sua casa tem parte quebradas


2. Manter o jardim e o gramado livres de buracos


3. Guardar ferramentas de jardinagem e mangueira quando elas nao estao em uso


4. Manter as áreas abertas livres de pedras, tábuas soltas e outras coisas nas quais alguém possa tropeçar


5. Manter os corredores, degraus e varandas livres das folhas secas ou poças de chuva


6. Usar tapetes nas portas, para que as pessoas limpem os pés antes de entrar


7. Você sabe qual é a maneira mais segura de caminhar quando nao pode evitar uma superfície escorregadia


8. Preferir sapatos que têm solas e saltos que promovem uma boa traçao


9. Usar chinelos dentro de casa que servem bem e nao se soltam dos pés


10. Evita andar de meias dentro de casa


11. Trocar os sapatos quando as solas e os saltos estao gastos, para nao escorregar em superfícies úmidas



 

Precauçoes pessoais



 

1. Manter-se alerta quanto a riscos inesperados, como móveis fora do lugar


2. Manter-se alerta quanto ao seu animal de estimaçao (caso tenha), prestar atençao em movimentos repentinos no seu caminho ou se o animal está perto das suas pernas


3. Quando carregar pacotes grandes, fazê-lo de tal modo que eles nao atrapalhem a sua visao


4. Dividir as cargas grandes em cargas menores sempre que possível


5. Quando esticar ou inclinar o tronco, manter sobre um apoio firme e evitar jogar a cabeça para trás ou fazer uma rotaçao exagerada


6. Usar uma escadinha ou banqueta para alcançar os locais mais altos e nunca suba na cadeira


7. Movimentar-se atenciosamente e com cautela de modo a evitar correr para atender o telefone ou a campainha


8. Segurar-se no corrimao quando muda de posiçao na banheira ou no chuveiro


9. Manter-se em boas condiçoes físicas com exercícios moderados, boa alimentaçao, repouso adequado e "check-ups" médicos regulares


10. Se você usa óculos, manter a sua prescriçao atualizada


11. Caso more sozinho, manter contato diário com um amigo ou vizinho



 

4. Os exercícios de Reabilitaçao Vestibular



 

Os exercícios Vestibulares e os Oculomotores promovem a estabilizaçao da visao durante o movimento cefálico e a estabilizaçao da postura corporal.

 

Os exercícios Vestibulares incluem, por exemplo, os movimentos cefálicos horizontais, verticais e rotatórios e movimentos com todo o corpo, nas posiçoes deitado, sentado e em pé.

 

Os exercícios Oculomotores compreendem aos movimentos visuais associados a movimentos cervicais, corporais e a movimentos de marcha estática e dinâmica, assim como também, à fixaçao visual associada a movimentaçao de cabeça e corpo em diferentes sentidos e direçao.

 

Os exercícios Extero-proprioceptivos objetivam melhorar a estabilidade postural e o equilíbrio dinâmico, por meio da utilizaçao de informaçoes sensoriais diversas.

 

Compreendem aos exercícios estáticos e dinâmicos que incluem as variaçoes de movimentos de marcha em diferentes direçoes, associados a movimentos visuais, cefálicos e fixaçao ocular.

 

Os exercícios Optovestibulares promovem a estabilizaçao do olhar aumentando o ganho do reflexo vestíbulo-ocular (importante na manutençao do equilíbrio), sao movimentos visuais realizados em diferentes posiçoes; movimentos rotatórios de cabeça nas posiçoes que estimulam os canais labirínticos laterais e verticais e estimulaçao labiríntica térmica.



 

Protocolo de Exercícios de Cawthorne e Cookey

A) Movimento de olhos e cabeça, sentado - primeiro lentos, depois rápidos:



 

  1. Olhar para cima e para baixo;

  2. Olhar para a direita e para a esquerda;

  3. Aproximar e afastar o dedo, olhando para ele;

  4. Mover a cabeça (lentamente e depois rapidamente) para a direita e para a esquerda com os olhos abertos;

  5. Mover a cabeça (lentamente e depois rapidamente) para cima e para baixo com os olhos abertos;


6- Repetir 4 e 5 com os olhos fechados.



 

B) Movimentos de cabeça e corpo, sentado:


 

  1. Colocar um objeto no chao. Apanhá-lo e elevá-lo acima da cabeça e colocá-lo no chao novamente (olhando para o objeto o tempo todo);


2- Encolher os ombros e fazer movimentos circulares com eles;
3- Inclinar para frente e passar um objeto para trás e para frente dos joelhos.



 

C) Exercícios em Pé:



 

  1. Repetir A e B;


2- Sentar e ficar em pé; sentar e ficar em pé novamente;


  1. Sentar e ficar em pé; sentar e ficar em pé novamente com os olhos fechados;

  2. Ficar em pé, mas girar (dar uma volta para a direita) enquanto de pé;

  3. Ficar em pé, mas girar (dar uma volta para a esquerda) enquanto de pé;

  4. Jogar uma bola pequena de uma mao para outra (acima do nível do horizonte);


6- Jogar a bola de uma mao para outra embaixo dos joelhos, alternadamente.



 

Descriçao: :::Desktop:ORIENTAÇÕES DE SAÚDE - EQUILÍBRIO - REABILITAÇÃO VESTIBULAR 2.png

 

Descriçao: :::Desktop:ORIENTAÇÕES DE SAÚDE - EQUILÍBRIO - REABILITAÇÃO VESTIBULAR 3.png

 

D) Outras atividades para melhorar o equilíbrio:



 

  1. Subir e descer escadas (corrimao, se necessário);

  2. Enquanto de pé, voltas repentinas de 90 graus (com olhos abertos e, depois, com os olhos fechados);

  3. Enquanto caminhando, olhe para a direita e para a esquerda (como em um mercado lendo rótulos);

  4. Pratique ficar em um pé só (com o pé direito e depois com o pé esquerdo), com os olhos abertos e depois com os olhos fechados;


5- Em pé, em superfície macia:



 

A) Ande sobre a superfície para se acostumar;


B) Andar pé-antepé com os olhos abertos e depois com os olhos fechados;


C) Pratique o exercício 4 em superfície macia;



 

  1. Circular ao redor de uma pessoa que está no centro, que joga uma bola grande (que lhe deve ser devolvida);

  2. Andar pela sala com os olhos fechados.



 

 

Em caso de dúvidas procure seu Médico Otorrinolaringologista (Otoneurologista).



 

Responsável Técnico: 
Prof. Dr Fayez Bahmad Júnior


Professor e Orientador do Programa de Pós Graduaçao da Faculdade de Ciências da Saúde- HUB-UnB 


Doutor em Ciências Médicas pela FM-UnB


fayez@unb.br


Telefone: 61 33286009 


 

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